- incapacitado

23/12/2009 às 01:33 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

AQUI JAZ MEU BLOG

Vim morrendo.

Agora, já falecido,

meu corpo aqui fica

para ser comido.

Minha alma fica a vagar

- Laurindo Dor Rabelo

22/12/2009 às 12:05 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Quando da pátria me ausentei, não tinha
Nada, que lhes deixar, que lhes dissesse
O que eram eles dentro de minha’alma.
Mendigo, a quem cedi pequena esmola,
Deu-me quatro sementes de saudades;
Ao meu jardim doméstico levei-as,

Cavei, reguei a terra com meu pranto,
E plantei as saudades. Soluçando
Chamei ali os meus: “Aqui vos deixo
(Disse apontando a plantação) em flores
“Minh’alma toda inteira; aqui vos deixo
“Um tesouro enterrado
. Jóias, oiro,
“Riquezas, não, não tem, porém na terra
Estéril não será”. Ondas de pranto
Afogaram-me a voz: houve silêncio;
Palpei de novo o chão; vi que de novo
Cavado estava! A terra se afundara,
E as semestes nadavam sobre lágrimas,
Que minha mãe e minha irmã choravam…
Replantei-as, orei, beijei a terra,
E parti… Trouxe d’alma só metade;
E o coração?… deixei-o num abraço.

- Do-lo-r-es

18/12/2009 às 23:28 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

“Leva-me contigo pela noite eterna da tua amargura, deixa que eu te ofereça todo este carinho, toda esta ternura. Não me deixes chorar novamente no tormento desta solidão. Não me deixes viver entre as coisas que foram tão nossas…  Deixa que eu te dê meus olhos para que tu chores sempre que sofreres.”

- Não é fácil

16/12/2009 às 09:15 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho

Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto eu
tomo meu café amargo
É ainda boto fé

De um dia
te ter ao meu lado
Na verdade
eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda

Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo
para talvez te ver
Na verdade
eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil

Todo dia de manhã
Enquanto eu tomo
meu café amargo
Eu ainda boto fé
De um dia
ter você ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil, Não é fácil
Se você quisesse
ia ser tão legal
Acho que eu seria

mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade
não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho

Composição: Carlinhos Brown / Arnaldo Antunes / Marisa Monte

- Metade

16/12/2009 às 08:30 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

“Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca,
porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito, e que o teu silêncio me fale cada vez mais, porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.”

Oswaldo Montenegro[ele não é humilde]

- Ai de mim que sou assim, romântica, assim.

13/12/2009 às 23:42 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho

- As cicatrizes falam

10/12/2009 às 21:27 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar e até me levar por você
Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor
Eu sei
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
O que eu não me esqueci
Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solta em meus passos
Bicho livre sem rumo sem laços
Me senti sozinha
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo
Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus passos desfiz
Tentativa infeliz de esquecer.
Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo na alma e no coração
Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Composição: Roberto Carlos e Erasmos Carlos

- Des/ba/o

10/12/2009 às 21:01 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Mas eu não sou boa atriz de cinema pra viver só de cena, e não ser quem eu sou. Faz sentido viver pro amor embora trazendo no peito uma dor. Sentido faz, agora tenta sair bem dessa. Desolada, de vida cansada, eu não vou me enganar novamente. Vivo o tempo presente seja ele qual for. Descaminhos a gente suporta na medida em que não se pode entender. Compreendo e rompo.
Me preparo, quando a dor vier não vai matar minha alegria. Me preparo, ainda não o suficiente. Já comecei pelo lado errado, nas relações interpessoais, então tentei de novo deichando-a pra depois. Errei de novo. A próxima vai ser sem ela, até eu conseguir acabar aquela do ‘eu’ com ‘eu’ mesma.

- Ponto de vista

10/12/2009 às 20:14 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Quando alguém se suicida é porque ela se mata

ou porque vão a matando aos poucos?

- Quem era esse rapaz

04/12/2009 às 15:56 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

“Quem era esse rapaz que tanto androginizava,
Que tanto me convidava pra carnavalizar.
Que tanto se requebrava no céu de um salto alto,
que usava anéis e plumas a lantejoulizar?
Que acenava e mandava beijos pra todos seu amores,
que vivia sempre à cores a escandalizar?
A minha mãe falou que é um tipo perigoso
que vive sorridente fazendo quá quá quá
O meu pai me contou que um dia viu um cara
num cabaré da Zona dançando Cha Cha Cha
Quem era esse rapaz que tanto androginizava,
que tudo anarquizava pra dissocializar?
Com mil e um viados puxando o seu foguete
que lembrava um sorvete pra refrescalizar”

Composição: Cleyton e Cledir colocado no passado por motivos.

- Atenção

04/12/2009 às 13:52 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

As Pombas Giras são entidades que em tempos remotos viveram entre os seres humanos. Em épocas medievais foram maciçamente discriminadas, não por possuírem poderes excepcionais, mas apenas por serem mulheres de beleza formidável. Consideradas diferentes pela sociedade, sofreram preconceitos extremos a ponto de torná-las escravas da luxúria dos nobres. Oprimidas e humilhadas, eram obrigadas a sufocar seus sonhos e desejos mais íntimos, vivendo às escondidas com o coração cheio de amor para amar. Depois de velhas e usadas morriam em condições desumanas, culminando com a época de caça às bruxas. Nesse contexto surge uma poderosa bruxa em um corpo jovem que todo nobre desejaria possuir, e com seu poder de transformação fundou uma sociedade chamada “Mulheres de Cabaré Damas da Noite”. Nessa sociedade as amantes passaram a se reunir e receber os homens para o prazer, com liberdade e condições de aprender magia, encantos, feitiços e simpatias, no intuito de conseguir o que desejavam dos homens. Porém ainda assim padeciam sem realizar seus sonhos. Esta bruxa que fundou a sociedade era chamada de Zaira Male, e ela transmitiu às aprendizes de feitiçaria o culto às outras que morressem, e assim nasceu o culto à Pomba Gira, a incorporação das antigas nas mulheres que tinham sensibilidade mediúnica. A mensagem trazida pela incorporação era o conhecimento de magia e encantos para defender as mulheres vivas no mundo dos terrores da escravidão do sexo, trazendo ainda informações para as cultuadoras de como conquistar o homem amado. A partir desta época as mulheres começaram a ter mais respeito, com mais liberdade para realizarem seus desejos, antes exclusivos aos homens e proibidos para elas. E o mais interessante é que estas entidades femininas se manifestam sempre lindas, corpos esculturais, jovens e felizes. São espalhafatosas, festeiras, sorridentes e cheias de malícia com uma liberdade de expressão invejável. As Pombas Giras não concebem moralmente o pecado original, não crêem em inferno nem em céu, apenas acreditam que para gerar a vida o amor é o mais importante para se unir duas pessoas. Na finalidade de realizar um sonho, que culmina com o sexo, força motriz da geração de vida, elas utilizam seus poderes, a magia para manipular a natureza e unir duas almas. Um sonho de milhares de pessoas que elas mesmas sonharam mas não alcançaram na vida que tiveram, e por isso mesmo voltam para cumprir esta tarefa unido você a seu amor.

A pombagira usa trajes escandalosos, preferindo as combinações de vermelho e preto. Pode se apresentar como uma prostituta vulgar ou requintada. É perigosa porque é traiçoeira, prestando-se a servir a qualquer consulente, ainda que sejam adversários. As Pombas-giras não cultivam lealdade a ninguém, obedecem unicamente às suas próprias simpatias e interesses. Elas rengem o signo de escorpião e cultivam no seu olhar penetrante a entrada para a alma do próximo. Dizem que é amante dos demônios e mora nas encruzilhadas em forma de “T”.

- Nunca direi nunca

01/12/2009 às 23:24 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Nunca mais vou fazer
O que o meu coração pedir
Nunca mais vou ouvir
O que o meu coração mandar
O coração fala muito
E não sabe ajudar
Sem refletir
Qualquer um vai errar, penar-
Eu fiz mal em fugir
Eu fiz mal em sair
Do que eu tinha em você
E errei em dizer
Que não voltava mais

Nunca mais
Hoje eu volto vencida
A pedir pra ficar aqui
Meu lugar é aqui
Faz de conta que eu não saí

Composição: Ismael Neto e Antônio Maria

- Me segure

01/12/2009 às 23:20 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Ele diz: Você não sabe que te amo? Todo dia é especial, você me fez acreditar.
Assistindo o mundo flutuar posso dizer que estou bem, assistindo o sol iluminar a lua enquanto o dia se torna noite.
Me segure em seus braços porque estou caindo, me segure, enquanto estou dormindo sonhando com leves tipos de nuvens. Sinto-me perto de você agora, sonhando com doces e chocolate, todas as meninas más, proibidas.
E ele diz, enquanto pensa que estou dormindo, sussurrando: “Garota, você é a única”. Nunca pensei que pudesse me sentir desse jeito. Garota, você me fez acreditar.
Embora esteja um pouco assustada que todos os momentos que compartilhamos, quase tão perfeito como nunca.
Enquanto estou mentindo aqui e você está me abraçando. Embora o medo em mim vá passar…

Me segure em seus braços
Porque estou caindo
Me segure em seus braços
Enquanto estou dormindo
Me abrace (Me abrace)
Me segure nem seus braços essa noite
Em seus braços
Enquanto estou dormindo
Me segure em seus braços
Pixie Lott

- eu

28/11/2009 às 22:53 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Você desfoca, sai do tom
Se perde e não vê
Que a confusão começa dentro de você
Disfarça, acha graça, desmonta e sorri
Não aguenta o peso
dessa máscara que esconde…

Você!… Carrega o mundo e não vê que ser…
Feliz é viver o presente e deixar fluir…
O que sente e não se importar
Com que os outros pensam que você é…
Quem é você?

Você que é tão sensata,tão cheia de si
Sempre fazendo festa e se sentindo tão só
Você que sempre agrada e sem perceber
Insiste em seguir um caminho
Que não é…

Você!… Carrega o mundo e não vê que ser…

Sai do quarto… Passa da porta e vai…
Deixa o mundo ver…
Sai do quarto passa da porta e vai
Quem sabe você?

Entrega pro mundo e vê, que ser…
Feliz é viver o presente e deixar fluir…
O que sente e não se importar…
Com que os outros pensam
Que você é…
Quem é você…
Deixa o mundo ver…

Chicas

 

- Que nem uma vagabunda

25/11/2009 às 23:44 | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Já me sinto sem pudor, esse ‘não me toque’ só ouço da boca dos outros, será que devo criar vergonha ou todos devem perdê-la de uma vez? É que tudo fica tão incômodo quando se está do outro lado da mesa, que ela começa a se inclinar e tudo cair sobre você. Virei a mesa por diversas vezes, mas como num flash volto à mesma cena: um quarto escuro, murmuros, uma grande mesa redonda de madeira com taças, pratos e talheres, no meio uma vela vermelha que cai e queimando vem a mim. Em desparate viro tudo com aquela força dos momentos difíceis, ela vai virando, mas não tem pé, do outro lado há mais talheres, pratos e taças, no meio uma vela vermelha que cai e vem…

 

Vamos com calma,
Olha o respeito,
Cuida do corpo,
Que a alma, não tem mais jeito

Billy Blanco

Próxima Página »

Blog no WordPress.com. | Tema: Pool até Borja Fernandez.
Entradas e comentários feeds.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.